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A TRANSIÇÃO PARA A VIDA ADULTA

 

Os factores que caracterizam a nova situação social da juventude – factores estruturais, como as dificuldades de transição para a vida activa com a crise económica, o desemprego e o subemprego; o prolongamento da escolarização e factores sociais, individuais e familiares, como a incerteza em relação ao futuro, vieram tornar urgente um novo modelo de transição para a vida adulta, um modelo de prolongamento dos tempos de experimentação e da diversidade de estratégias.

 

Pode mesmo ter-se tornado urgente a completa desconstrução de modelos impares ou definidos a partir de ritos ou limites de passagem, substituindo-se os termos de “independência” por “autonomia”, de “inserção” por “inclusão”, valorizando-se o conceito de “estilos de vida”, de “mobilidade” e de “momentos esporádicos” ou “situações-limite” que, nos percursos de vida, sucedem-se de modo relativamente imprevisível, podem não conduzir de forma definitiva para uma situação estável profissional e familiar e reportam-se, muitas vezes, a acontecimentos que se estão a viver “pela primeira vez”. Estes “momentos esporádicos” podem, ou não, ter a ver com os momentos de responsabilização que referimos no capítulo anterior mas, definitivamente, são cada vez menos entendidos como exclusivos de uma única fase de vida.

 

A juventude -índice do documento anexo

 

     A juventude e a transição para a vida adulta

     O conceito de juventude

a. O conceito de juventude – a teoria geracional e a teoria classista

b. A nova condição social dos jovens

 

A  transição para a vida adulta - índice do documento anexo

 

a. O modelo tradicional de transição para a vida adulta – simples e linear

b. A modernidade e a transição para a vida adulta – a complexidade.

c. A modernidade avançada – a vida como espiral em movimento perpétuo

 

·      A importância das “primeiras vezes”

·      A importância de tornar-se autónomo

·      A importância do diálogo e pacificação da relação pais/filhos

         o   Novo modelo de relação – do autoritarismo à negociação.

     o   Esbatimento da descontinuidade de valores intergeracionais

     o   A concorrência entre gerações ou a despecialização das idades

 

  ·       Inibições à construção de autonomia e à igualdade intergeracional.