C
José
Barbieri
“"…o
carácter inovador e experimental quer ao nível da sua concepção, quer ao
nível da metodologia de concretização”,
fez com que este projecto merecesse a melhor pontuação nacional no item inovação experimental
e a segunda melhor pontuação nacional no item qualidade artística e
técnica.
Ministério da Cultura, Instituto
das Artes, concurso 2006, pontuais teatro
NO PALCO
vídeo
do espectáculo
fotos do
espectáculo
dossier
do espectáculo
"Espectáculo que parte das histórias de vida de adultos, contadas na 1ª
pessoa.
Espectáculo de base experimental que utiliza o testemunho directo de pessoas
e ambiências como base de criação.
Voltar à fonte: as pessoas, as relações com o outro e com a coisa. O
imaginário individual e a imaginação comunitária. Procurar fundo para
encontrar situações comuns e respostas únicas.
AVIDA parte em busca de novas perplexidades do nosso tempo. Explora mundos
particulares de 15 pessoas que vivem em 3 comunidades e que assumem alguma
actividade artística no seu quotidiano. Do tratamento da informação
recolhida resultará um espectáculo e uma instalação, que confrontará os
imaginários de 3 localidades, 3 comunidades (Beja, Idanha-a-Nova e Sines),
criando dinâmicas de contaminação e abertura intercomunitarias.
AVIDA acrescenta conteúdo ao estado da arte das artes performativas.
AVIDA colhe um ponto de referência do nosso tempo, da nossa sociedade, de
nós, na construção de um objecto artístico".
Este projecto de José Barbieri
tem a colaboração de Filomena Sousa referenciando-se, entre outras, à teoria
do "novo adulto" desenvolvida neste site.
"Este é um tempo mutante. O tempo de um novo adulto, que navega num novo mar
de informação, hábitos flutuantes, vento de mudança e uma canção de
esquecimento.
Neste novo contexto, o adulto apreende a sua perenidade, a sua falibilidade,
e reinventa-se ou, pelo menos, reavalia-se.
Sente a necessidade da reflexão contínua como estratégia necessária numa
existência livre mas sujeita a constantes contingências económicas e
sociais.
É
para o adulto que faço esta proposta. O adulto que somos. Para os homens e
mulheres que defino, com a ajuda da sociologia, como seres reflexivos.
Conhecer o mundo adulto através dos adultos. Apresentar este mundo (tão
diverso de outros estágios etários, tão subdividido em fases que se
desenvolvem em espiral) onde o passado é também um historial de opções com
preço pessoal e colectivo.
Um
mundo em que alguns reflectem e mudam enquanto outros apenas mudam de
dependência (ou permanecem).
Um
mundo caracterizado pela consciência da perenidade da vida e das relações".
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