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A REPRESENTAÇÃO DO QUE É SER ADULTO

 

Pressupõem-se, neste trabalho a coexistência de dois tipos de representação sobre o que é “ser adulto” na sociedade portuguesa:

 

Uma representação hegemónica, característica do modelo tradicional de passagem para a vida adulta do “adulto padrão”, estável, ancorado em categorias previamente estabelecidas sobre o que “deve ser” (e não o que, na realidade, “é”) a vida profissional e familiar;

Outra, a do “adulto inacabado”, que se considera no contexto dos fenómenos de diferenciação e de identidade social, que corresponde, acima de tudo, à representação alternativa, específica de uma determinada classe social – média/média alta escolarizada e urbana –, que se começa a referenciar e adequar aos valores ditos pós-modernos.

 

O conceito de adulto - índice do documento anexo

A adultez enquanto categoria social – o conceito de adulto

 

a. Homogeneidade e heterogeneidade do conceito de adulto

b. A multidisciplinaridade na definição do conceito de adulto

c. Quando o “adulto” se torna objecto de estudo e de interesse científico

d. Do adulto padrão ao adulto perspectiva ou problema

e. O novo adulto – o inacabamento coexiste com a padronização

 

Representações sociais sobre o que é “ser adulto”.

a. O conceito de representação social

b. Os extremos – da “sublimação” à “morte” do adulto.

c.  A recusa e o medo de ser adulto – a representação negativa que prevalece.